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sábado, 25 de fevereiro de 2012

A PROVA REFLETIDA*

Dia destes novamente a ví.
Desta vez, à água se dedicava.
Tinha descido de seu habitat natural,
E após se refrescar em doce fonte de água pura e cristalina,
Não conseguia mais voltar para casa.

E ignorando o perigo iminente,
Enrolada em si mesma estava,
A espreitar os transeuntes,
Locais e forasteiros.

Na esperança, de algum,
Consolo, receber;
Algo que a fizesse reviver,
Pois, parecia já não almejar,
Outra coisa, senão, perecer.

Triste cena,
Que quando vi,
Apeado de meu cavalo azul,
Cansado da subida galopante;

Em duas rodas,
Sob um sol de meio-dia,
A um almoço,
Em prol dos bichos abandonados,
Me dirigia.

Sim, é verdade que um pouco,
De novo me assustei,
Mas quando vi que ela,
De tão assustada,
Parecia dormir;

Em estranha letargia,
Suspirando de agonia,
Sem saber direito para onde ir,
Ou como voltar;

Pois para isto,
Um grande barranco,
Tinha que subir, escalar,
Conquistar.

E sem forças para tal,
Investida,
Ficou lá largada,
Na beira da calçada,
Que não existia.

Só o perigo a circundava,
E, quase de frente ao Cemitério,
Um risco de acidente fatal,
Era grande e iminente.

Parei e a fitei;
Vontade de lhe ajudar, tive;
Autorização para isto, não;
Segui meu caminho.

Talvez na volta,
Pudesse eu a ela,
Um pouco me dedicar,
Me diziam, intuiam.

Ao almoço cheguei, extenuado,
Suado, mas de bem com a Vida e a Balança;
Almocei e generoso, com o bichos,
Homenageados, fui.

Bastante conversei sobre os problemas,
Mal resolvidos do passado,
Com doce amiga,
Que almoçou ao meu lado.

Falei-lhe que as coisas fáceis,
Fáceis são para se resolver,
Mas que as difíceis,
Estas sim, dão-nos o que fazer!

Prá tudo analisar, compreender,
E aceitar,
Os desígnios de Deus,
Em nosso caminho,
Em nosso Destino,
Implantar.

E que só assim,
Aceitando,
E implantando,
É que se vislumbra
O que de correto,
Deve-se fazer,
Em cada passo do caminho.

Bem, à volta, no mesmo caminho,
Perto do Cemitério,
Ela estava.

Ainda enrolada em si mesma,
Permanecia,
E seu tempo de vida,
Naturalmente,
Se esvaia.

De novo próximo a ela parei;
Lhe fitei tentando achar um jeito,
Uma maneira de lhe ajudar,
A sair daquele lugar.

Que tinha coisas boas,
Nobres e puras;
Sim, também havia sombra por lá:
Da copa dos pinheiros,
Ela emanava,
E já não era ruim,
Apenas refrescava e alertava;

Sobre o perigo iminente,
A nos rodear.
Isto mesmo:
A nos rodear.

Pois, eu também em seu perigo,
Me envolvi,
Ao decidir, parar com meu caminho de retorno ao lar,
Apenas para poder tentar lhe ajudar,
Ao seu,
Também regressar.

Nisto peguei um pequeno galho de árvore caído ao chão,
Tentei com ele lhe tocar,
Ela toda se estremeceu,
E seu bote,
Ao mesmo tempo de defesa e ataque,
Armou.

Mas não atacou por completo:
Assim como eu,
Recuou.

Larguei aquele pequeno galho de árvore,
E com outro maior e mais delgado, me vi;
Assim pude,
Ao mesmo tempo,
Me defender,
E lhe ajudar,
Ao seu real destino,
Continuar a trilhar.

Com o auxílio deste galho comprido,
Consegui lhe suspender;
No alto,
Toda ela se esticou,
Com quase dois metros ficou,
Mas, medo não mais senti.

Ela também não,
Pois, seu bote,
Também não mais,
Armou.

Na primeira tentativa,
De lhe reconduzir ao seu lar,
Acima do barranco
E da cerca de arame farpado,
Não consegui.

Pois, não queria ter que
Lhe jogar de qualquer jeito,
E em qualquer lugar,
Vê-la cair.

Não, não é assim que tem que ser!
É com Amor, mesmo na despedida,
Que devo proceder.

E assim, na segunda tentativa,
Posicionei-me melhor.
E consegui fazer sua transposição,
Para seu real destino.

Acima da cerca de arame farpado,
Lhe conduzi,
E, com carinho,
Embora um pouco apreensivo,
Sob um monte de espinhos de pinheiros,
Lhe depositei.

É certo que talvez tenha lhe doído um pouco,
Ou talvez muito,
Muito mesmo.

Eu mesmo bem o sei o quanto dói
Separar-se de alguém que sempre lhe foi tão cara,
Tão nobre, tão doce, tão generosa
E tão bela.

Mas, foi melhor assim,
Senão, como diria o Tatit:
"...Desintegrados, seríamos nada em conjunto...",
Pois, longe das bençãos de Deus,
Não se pode realmente ser feliz.

Melhor mesmo é aceitar Suas determinações,
Sejam elas quais forem,
Mesmo que seja,
Liberar um grande Amor do passado,
Ainda presente,
Deixando um enorme vazio,
Dentro de si.

Mas nem tudo são tristezas nesta estória:
Ao agir assim,
Adquire-se a chance de uma nova expectativa,
Uma nova perspectiva;

De realmente conseguir,
Preencher este vazio,
Gerado,
Com um novo presente.

Que também fez parte de um passado,
Também distante,
Só que no presente,
Mais recente.

E assim, poderemos novamente,
A vida multiplicar,
Cada um em seu lugar-destino,
Que Deus os colocou.

Para que com outros,
Nesta vida,
Possamos compartilhar,
Um pouco do Grande Amor,
Que em nós,
Sempre existiu.


Att.,

Wanderley Marcos do Nascimento
Em CTA-C.S.F., 25/02/2012 - Sáb., às ~03:41 a.m. - Redação Inicial;
Em CTA-C.S.F., 25/02/2012 - Sáb., às ~07:21 a.m. - Revisão e Complementos/Alterações.


* Texto escrito após refletir, ponderar e unir duas situações vivenciadas por mim, recentemente: a primeira delas refere-se a um almoço beneficente em prol de um abrigo de animais abandonados, realizados em 17/12/2011 - Sáb., próximo ao Parque Barigui, aqui em Curitiba - PR, ao qual dirigi-me e retornei de Bicicleta, passando por uma estrada cheia de curvas em que existe um Cemitério; a segunda, um sonho que tive na madrugada de 23/02/2012 - 5ª F., envolvendo um ex-Amor interestadual, e outro, local;

** Ao final da redação do texto e do comentário acima, deparei-me sob o monitor do computador em que este texto ora digito, com outro presente, recebido durante a comemoração de um Aniversário de um ilustre morador de meu Ser interior, Bhagavan Sri Sathya Sai Baba, do qual sou humilde devoto: trata-se de um pequeno pacote contendo Sua cinza sagrada, o Vibhuti e um texto que a acompanhava:


"A cinza que eu materializo é uma manifestação da divindade. Simbolizando a natureza cósmica, imortal e infinita de todas as forças de Deus. Vibhuti é um aviso para que vocês abandonem os desejos, as paixões e as tentações e tornem-se puros em palavras, pensamentos e ações. O Vibhuti tem o poder de curar, proteger e aumentar o esplendor espiritual do ser."

Sathya Sai Baba
.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Que Seja Bem-Vindo, 2012!

Tanto já falaram de ti,
E mal ou risonho-tolos,
Assim é como a maioria,
A ti se refere.

Falam-lhe somente com galhofas,
Foscas, toscas, mancas, turbes.
Lívido sinal de suas próprias ignorâncias,
E pequenez d´almas.

Lúgubre sinal de eternos adolescentes,
Sesquicentenários,
Que apenas querem galhofar,
Dissuadir, humilhar, pilhar.

Bem, mas à parte disto sempre houveram,
Aqueles que como eu nunca a isto se dispuseram,
E sempre, seus melhores esforços e dádivas,
A isto doaram-se.

E é a estes que me dirijo no agora,
Eminente momento de recepção deste novo ano de 2012,
Da era Cristã,
Da era que está ficando para trás,
Permitindo o vislumbrar do giro dos liames do tempo.

A descortinar-se em nossas consciências,
De uma Nova Era que mostra-se adiante,
Áurea, alegre, sóbria, forte,
Dando-nos um novo norte, contundente.

Uma nova diretriz,
Uma nova geratriz,
Dos sonhos em vão do passado,
Concretizados ora serão, no eterno agora!


Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
Curitiba – PR, 01/01/2012 - Dom., às ~02:22 a.m.
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte.)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

REFLEXÃO SOBRE A FLORESTA INCANDESCENTE

Ainda que nem sempre se possa ver,
As chamas das desigualdades são pungentes,
Cortam, ferem,
Queimam, mutilam,
Destróem sonhos e ideais.

Revoltam e ardem n´alma de todos aqueles que são impedidos de erguer-se,
E ao contrário, forçados são ao chão confinar-se,
Por pura inveja e maldade daqueles que já estão no alto,
No topo de suas fraquezas e vulnerabilidades humanas.

Mas há outras formas de resolver este impasse,
Das inquietações na floresta,
Surgem debates,
Surgem discussões,
Calorosas, frígidas,
Todos se mobilizam.

Cada qual a sua maneira e potencialidades,
Latentes ou afloradas,
Magnânimas ou nojentas,
Asquerosas,
Pérfidas,
Sórdidas,
Fedorentas.

Cada um defenderá o seu quinhão,
Como quem defende o seu próprio território.
Alguns poucos conseguirão,
O sentido universal da disputa,
Captar,
Ouvir Seu doce sussurar,
Dar-Lhes-ão ouvidos,
E engrandescer-se-ão.

Como filhos do Homem serão chamados,
Como filhos de Deus serão aclamados,
Como filhos da Terra serão erguidos,
Como filhos do Cosmos serão lembrados.

E serão estes, poucos a princípio,
Muitos no passar das carruagens incandescentes,
Que unidos como um,
Suportarão a todas as vicissitudes,
Recordar-se-ão de todas as lições,
De todas os bons e maus exemplos que aqueles que já se foram,
Lhes deixaram.

E à luta não fugirão,
A grande batalha travarão,
Seus novos limites e filhos,
Doce e fortemente, defenderão.

E eis que o novo tempo ficou para trás,
Resta agora apenas o presente,
Doce presente de Deus,
A nós legado.

Mostra-se ele em tons de leve dourado, nas bordas.
No centro, áureo é o seu luzir.
No todo, resplandece forte e pleno.
Suportando todo o novo Éon,
Que já chegou.

Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte.)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ode aos Sonhadores, Visionários e demais Cavaleiros Andantes da História

Aos sonhadores, o céu é o limite,
Da insensatez humana, atroz,
Refazem a história,
Reescrevem a estória,
Revigoram a memória.

Prá que tanta gente,
Que por aqui passou,
E como eu, indignado ficou,
Não sinta-se apenas mais um,
Que a este triste e sórdido sistema,
Fugaz,
Não se adaptou.

E sonhou,
E ousou,
E muitas vezes,
Só ficou.

E suas lutas inglórias, travou,
Seus dragões e moinhos imaginários,
Aos olhos dos outros,
Em seu devido lugar colocou.

E assim, ao final de tudo,
A justiça e a ordem se recobrou,
E ao mundo, sua sanidade,
Novamente outorgou.

E a estes nobres cavaleiros,
Andantes, errantes,
Chorantes, tristantes,
Ruminantes de suas peripécias infortúnicas,
Sobraram, além das lágrimas,
Dos infortúnios e dos amores perdidos,
Os achados d'Alma.

E eis que nestes peitos primaveris,
Reluzia a chave que libertaria, quem diria,
Toda a humanidade, do seu torpor inebriado,
Ao qual se dedicava, há éons e éons e éons.

Assim o foi.
E no agora, porvir iminente do novo florescer,
Revigoram-se as forças dos cavaleiros,
Tanto nos novos, os de agora,
Quanto nos dos tempos de outrora.

Todos estão de novo a fazer-se de pé!
Para juntos, em alto uníssono,
Proclamarem sua santa maestria,
Haurida nas inúmeras batalhas dos campos.

Inglórias, a princípio elas o foram,
Porém, como em bom filme de suspense,
Ação e drama,
Foram temperados com a mais fina sutileza.

Do amor divino, destemidos fizeram-se;
Do humor divino, apreciadores contumazes tornaram-se;
Da sabedoria divina, alunos sedentos beberam-se;
E em Seu doce reinado, saciaram-se.

Deleitando-se, por 1000 anos de tréguas e remansos,
Os eleitos, desfrutando de Sua origem e companhia,
Preponderam a apenas fazer cumprir seu mandato.

Da nova instauração, por aqui,
Da Lei e da Ordem, respeitadas,
Brotarão brotos de temperança,
Em destemidas faces de felicidade.

A perambular por calçadas e becos,
Das cidades e dos vilarejos mais distantes,
A se unir, estarão,
Por pensamentos, atos e palavras,
E assim, servirão,
E seus nobres objetivos, finalmente,
Realizarão.

Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte.)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

RETRATO DO HOJE

Não escolhi a solidão.
Ela me escolheu.
Se a aceitei?
Bem, a princípio não, relutei,
Mas depois que percebi o real propósito de tudo isto,
A acatei, e bem a recebi.

Nisto percebi, com a ajuda dos Mestres,
Como é rica a vida interior,
Como ela é um passaporte para a vida espiritual,
Ainda em vida,
Ainda jovem,
Ainda forte,
Percebi o que muitos só percebem depois de um certo tempo,
Quando a morte já os convida a partir.

Então, não tive mais problemas com elas,
A solidão e a morte tornaram-se minhas amigas íntimas,
E mostraram-me suas faces ocultas,
A primeira transformou-se em solitude,
A segunda vive a vangloriar a vida,
Em suas múltiplas formas e encapsulamentos corporais,
Lá está ela,
A Lhe abrigar e reverenciar.

Hoje os vizinhos monitoram minha saída,
E pedem para falar comigo,
Querem acertar as contas do passado,
E pagar-me cada centavo.

Aceito e agradeço,
De conferir a parcela não me esqueço,
E deles me despeço.

Meu caminho volto a seguir,
Para a mata ele me chama,
Meu ônibus já partiu, é preciso correr!

No meio da trilha lá estava ela a se banhar,
Ao sol se dedicava,
E quando percebe minha presença,
Esgueira-se por entre a vegetação rasteira.

Hoje, a princípio quando lhe vejo, ainda sinto medo,
E é normal, afinal, ela pode me morder,
E me fazer sofrer,
Ou até mesmo perecer.

Mas logo o medo passa, pois lembro-me dos ensinamentos de Buda,
E de como Ele lidava com os seres da floresta,
Assim, peço amorosamente para ela ir embora e ela vai,
Ter com os seus, talvez procriar,
Talvez outra vez dormir,
Talvez procurar,
Algo para se manter, se alimentar.

Para seguir meu caminho exito,
Por um momento paro,
Penso em voltar,
Penso nas consequências,
Decido seguir,
Armo-me com um galho de árvore caído ao chão,
Defendo-me de qualquer tentativa de ataque,
Que não mais ocorre,
Passo por ela e sigo meu caminho.

O coração arfa, o medo sobe à garganta,
Ainda ouço seus sussuros ao longe,
Mas não tenho tempo de parar,
Apenas sigo meu caminho,
E nele, lembro-me de antigos compromissos do passado,
E comprometo-me a realizá-los ainda hoje.

Na travessia do rio outro medo,
Ele estava mais cheio que o normal,
As pedras deslizantes e moles,
Impelem-me a desenvolver sabedoria,
Para tudo analisar e as escolhas corretas fazer,
E a travessia novamente bem concluir,
O ideal Paramita realizar.

E ao final da jornada,
Uma voz amiga soa em minha mente,
"Já podes largar o cajado, guerreiro!"

É certo que já podia vislumbrar ao longe as ruas normais da cidade,
Mas minha insegurança, fez-me lho desobedecer,
E ainda mais um pouco, com o cajado andei,
Impunhando-o como arma,
Até que o final da trilha, vislumbrei,
Agradecendo-lhe por mô ajudar,
Na mata o depositei.

E o guardião amigo, sorridente o aceitou.
E assim mais um ciclo se encerrou,
Ciclo este em que no passado,
Pessoas como eu enclausuravam-se em sérios monastérios,
Ou partiam para as cavernas das montanhas, das florestas.

Hoje apenas ficam mais tempo recolhidas em suas casas,
Habitando o interior de seus quarto-escolas,
Para construir e reativar,
As belezas do seu ser interior,
E nele voltar a habitar,

Sem necessariamente,
Radicalmente,
Do mundo se desligar.

Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte.)

sábado, 13 de junho de 2009

Eu Vou

Vou onde o meu coração me leva,
Levou-me a tí,
Ao âmago do teu ser,
Compreendi, então,
Que só, junto a tí estou,
Que dó, não combina com solidão,
Quando se conhece a imensidão,
Daquilo que já foi,
E que ao mesmo tempo ainda virá,
Sem deixar de ser a cada segundo do
Divino Presente,
Que é,
A Vida!!!

Bela, plena, justa e eficaz,
Tenaz, tenhas, tenhais,
Proviniente desta terra dos pinheirais,
Altos e fortes eles o são,
Grandes e Sábios Chineses,
Outrora lá,
Agora cá, trazem seus ensinamentos,
De irmandade, união, amor e,
Pura resplandescência do Ser,
Humano puramente revigorado,
Despecabilizado,
Santificado e Vivo.


Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte.)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Novo Amanhecer de Um Dia Bom

Hoje a chuva caiu,
Ácida e Pura como um cristal divino,
Doce e lúdica como brigadeiro de festa,
Infantil, dizem uns,
Aniversariantes, corrigem outros,
Festantes, complementam outros ainda.

E assim, mesmo contra toda a barbárie,
Toda estupidez humana foi aniquilada,
E finalmente,
Respirou-se ares de justiça mil,
Faces de dignidade resplandesceram nas calçadas,
Esburacadas como queijos suiços,
Por efeito dos bombardeios assim estiveram,
Assim ficaram,
Assim sobreviveram,
Pra contar esta nova história,
Que ficará, com certeza,
Na memória de todos os sobreviventes,
E de seus inúmeros descendentes,
Por gerações e gerações mil,
Anos de Paz as seguirão!!!
Fortes, imponentes, justos e plenos,
De poder,
Contra a ilusão combater,
Contra a opressão não retroceder,
Contra a barbárie se insurgir,
Contra a estupidez humana, se rebelar,
E a tudo Vencer,
E a tudo glorificar,
Àquele que mos inspirar!!!

Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte).

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mensagem Inaugural - O Início de Tudo, Por Fim o Novo Tempo Irrompe seu Casulo.

E assim o tempo desfez toda insensatez,
Toda inglória, injustiças mil,
Foram derrocadas.

E por fim, a vitória emergiu,
Do lodo incandescente, remanescente,
Brotou a mais bela e fina,
Flor do paraíso terrestre.

E o novo tempo, finalmente,
Se fez realidade,
E mostrou sua verdade.

A vitória dos justos,
Dos puros de coração,
Dos outrora desenganados, incompreendidos,
Foi finalmente revelada.

Autor: Wanderley Marcos do Nascimento
(Permitida a divulgação, desde que citada a fonte).